Cavalhadas de Pirenópolis

A História

Carlos Magno, de religião cristã, investiu contra os sarracenos, de religião islâmica, afim de evitar a invasão do centro da Europa, e sul da França. Afastando-se da França, deixou o caminho livre para os saxões invadirem, obrigando seu retorno. Mas deixou na liça Conde de Rolando e sua guarda pessoal: Os Doze Pares de França. Na Batalha de Roncesvalles, em 778 d.C. Rolando foi derrotado pelos árabes sarracenos, islâmitas, e aldeões locais, cristãos. A derrota foi amplamente divulgada pelos trovadores que viajavam por toda a Europa, e mostrou a bravura e lealdade cristã, Ficou sendo conhecida como a “A Canção de Rolando”, um épico, cantado em trova, para incentivar a população cristã contra as investidas dos exércitos islâmicos.
Os mouros, ou mulçumanos da Mauritânia, invadiram, no VIII, o sul da Península Ibérica. Foram quase 800 anos de ocupação moura em quase toda a península. Os reis que resistiram a este avanço refugiaram ao norte da península e mantiveram sua cultura.

Cavalhadas no Brasil

Num grande campo de batalha, do lado do poente, 12 cavaleiros com uniformes azuis, cor do cristianismo, enfrentam 12 cavaleiros mouros em uniformes vermelho, encastelados no lado do sol nascente.
 No Brasil esta representação dramática foi introduzida, sob autorização da Coroa, pelos jesuítas com o objetivo de catequizar os gentios e escravos africanos, mostrando nisto o poder da fé cristã. Por todo o Brasil encontramos as Cavalhadas sendo representada, em diferentes épocas, prova de que esta manifestação folclórica nada tem a ver, de origem, com a Festa do Divino ou a de Pentecostes, como é no caso de Pirenópolis.

Cavalhadas em Pirenópolis

O Padre Manuel Amâncio da Luz Introduziu em Pirenópolis em 1826, com o nome “O Batalhão de Carlos Magno”. e manteve esta tradição, os colonizadores desta cidade em sua maioria, portugueses do norte de Portugal.
Os Mascarados são uma atração alem dos cavaleiros mouros e cristãos. Conhecidos como “Curucucús”, por causa do som que emitem, são pessoas que se vestem com máscaras, roupas coloridas, luvas e botas. Mudam a voz e cobrem todo o corpo para não serem reconhecidos. Com seus cavalos enfeitados com fitas, tecidos e plantas. Os mais tradicionais usam máscara com cabeça de boi ou onça, máscara de homem, e recentemente apareceram aqueles as máscaras de borracha, fugindo a originalidad

e. No sábado galopam em algazarra pelas ruas da cidade. Pedem cervejas e cigarros as pessoas na rua disfarçando a voz e se divertem com a população fazendo acrobacias e brincadeiras.
A tradicional máscara de boi só é encontrada entre os Mascarados de Pirenópolis.

O Mascarado São Caetano, chamado assim porque seu cavalo é enfeitado com ramas de Melãozinho de São Caetano, erva trepadeira muito comum na região, e folhas de bananeiras. Na cabeça uma máscara de homem, com um chifre na testa, na mão carrega uma cesta com frutas que atira para a platéia. Outro personagem engraçado vestido com um macacão enorme feito em tecido de colchão recheado com capim, ficand o com aparência gorda, a cabeça envolvida em um pano preto pintado uma caveira em branco.
Representam o povo e aqueles que não tem acesso a cavaleiros, que representam a elite e o poder.

Fazem críticas aos poderosos e ao sistema. Ao contrário dos Cavaleiros, entre os Mascarados não há regras, tudo é permitido, menos mostrar o rosto.


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